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domingo, 24 de maio de 2009

(Fênomeno Impera. Ora, bolas!)


A vida anda meio corrida, ainda não o suficiente para cansar e confesso que me vejo às vezes economizando pernas, tal qual se faz quando queremos que um doce dure mais e vamos comendo-o aos pedacinhos e sugando seu sabor. É, no geral eu gosto de criar expectativas para mim mesma. Acho que deixar o que mais gosto para o final é uma forma de prolongar o prazer. Sim, eu sei que é também um risco, mas isto complementa!

Dessa forma, penso N coisas que gostaria de clocar aqui no blog e dividir com os poucos que o lêem (esse acento caiu, não?) Mas "o dia amanhece e eu esqueço"... Uma coisa porém, me ficou na memória. Descia aqui a minha sagrada ladeira de Fátima onde mantenho, custe o que custar, meu ritual de ler a primeira página de todos os jornais e comprar um que só vou ler tarde da noite, completamente demantelado depois de ter passado pelas mãos de toda a equipe de trabalho e, claro, depois de saber das mesmas notícias via comentários, TV e net-cada louco com a sua mania e esta é uma das minhas! É ritual e ritos não se discute!

Eu lembro que já há muitos dias vi o nosso Imperador Adriano, com a camisa rubronegra se apresentando pra "nação". Neste dia a banca de jornal tinha fila ao seu redor. Algumas pessoas saíam da leitura sem o jornal mas com olhos faiscantes de orgulho outros com um brilhozinho de inveja. Comentário geral ao longo dos dias que se seguiram que o jogador errara ao "vender" a idéia da aposentadoria e tão rapidamente ter mudado de opinião. Sinceramente, isso é o mais plausível de toda a história, porque de idéias podemos mudar a todo segundo. Uma olhada, um cheiro, um átimo e estamos lá passíveis de idéias diferentes. Bem, que ele tenha ou deveria ter uma assessoria a gerenciar a comunicação das suas idéias já é um mérito no qual não entro. Respeito o grande Imperador como um ser humano que tem direito de mudar suas idéias, ir e vir como qualquer cidadão deveria ter o direito e a grana para tal., com exceção dos que se casaram, é claro... Mas isto já é outro assunto.

O que senti e que nunca mais deixei de sentir foi uma estranha sensação de que o Adriano não daria à torcida rubronegra tantas alegrias quanto o Fenômeno presenteia a torcida corintiana. Por que? Vai lá saber! Uma idéia, um sentimento tão pertinente quanto a vontade de se aposentador do moço!

Eu admiro Ronaldo, tanto, tanto que discordo de tanta feiúra que dizem, ele tem. Sério! Não o acho tão feio assim. Prefiro sua careca a esta cabeleira cultivada atualmente e acho que a ligeira correção nos dentões o deixou muito bem e poderia ter continuado até colocar todos eles no lugar. Mas nada disso é mais importante e forte do que a determinação deste rapaz. Com certeza é o seu amor pela bola e o agradecimento que ele tem a Deus pelo dom recebido que o faz marchar em frente a despeito de de toda e qualquer adversidade, seja ela fatalidade ou sequencias de um deslize. Ronaldo não é o menino certinho e modelo de virtude como Kaká, nem o eterno menino como vemos o Robinho. Ronaldo é um cara que gosta de cerveja,comida, noite, farra.

Li há bastante tempo em algum lugar que ele ao ir para o PSV, submeteu-se a um tratamento muscular tão intenso que teria desenvolvido mais massa muscular que seus tendões poderiam aguentar. Penso nisso quando o vejo falar sobre seu percentual de gordura em baixa e a silhueta roliça que serve de gozação para os especialistas em futebol. Eu sinceramente, entendo pouco tanto de uma coisa quanto de outra. Mas prefiro acreditar no Fenômeno do que em qualquer um que venha ridicularizá-lo. Com exceção do Bussunda (que Deus o tenha) acho que ninguem mais tem o direito de fazer isto!

Ronaldo é um cara que gosta da vida e dos seus prazeres, que afia a língua defendendo o seu direito de ter vida privada, que demonstra muita e, acredito genuína, humildade. Talvez por isso ele vença cada desafio que lhe é proposto e se saia bem de cada encrenca na qual se mete. Não dá pra ter muita disciplina sem uma boa dose de humildade e pitadas generosas de amor ao um trabalho que exige abrir mão de tanto do que se gosta. Ronaldo é talento e superação. Coisas que vão muito além dse sucesso e salário. Um adolescente engraçado e sem jeito que vira deus no gramado gordo ou magro. E eu não consigo ver o Imperador da mesma forma. Adriano é bonito e tem um sorriso lindo e um olhar safadinho. (Não sei porque nenhum cronista de futebol fez este comentário...) Quis se aposentar da Europa porque da bola ele até gosta, mas me pareceu que gosta de outras coisas tanto ou quanto. Havendo dificuldades não sei se daria uma arrancada fenomenal em prol do seu manto sagrado...

Ronaldo treinava no Flamengo, deu mole para o clube, não deixou de declarar seu amor pelo time e seu desejo de ali encerrar sua carreira. Mas o Flamengo deve ser manhoso e acostumado que está a seduzir, não foi rápido o suficiente na conquista. O bom e véio Curintias, leva o fenômenos debaixo de apupos, promessas de vinganças, ofensas e xingamentos rubronegros. Todos diziam que por ser uma contratação promocional, ele jamais jogaria de novo e que se jogasse jamais se veria fenômeno algum de novo... Não se deve subestimar um suburbano, jamais! Prinicpalmente se ele ama o que faz e ja não depende de provar mais nada a ninguém. Assim, espero que Adriano por seu sorriso,sua careca, seu brinco e olhar safadinho, não decepcione aqueles que esperam tanto dele e que eu esteja errada, como não estive quando nnuma roda de colegas rubronegros apostei que Ronaldo arrebentaria e arrebataria no Corintians e que estava feliz por ele mais uma vez ter mostrado personalidade, obstinação e muito amor a bola, ao futebol e aqueles que realmente o valorizam. É falei, sim que todos os comentários e provocações não passavam de um tremenda dor de corno de quem só deu valor quando não tinha mais.
Bem pessoal, é isso. Falei os dois grandes e bons mas tão diferentes meninos de subúrbio. Dois assuntos que não comentei mas que me atormentavam... Afinal, tô treinando trilhar um caminho de maldita e diz a lenda que mulher e futebol nada a ver...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(Domingo 7 de dezembro de 2008)

Vivo um momento em que grande percentual dos meus amigos são vascaínos.
Não sei como isso se deu. Mas por um motiVo também inexplicável, considerando que no termo "amigos", incluo os conhecidos, colegas de trabalho e os de relacionamentos eventuais como clientes, estou muito mais feliz com estes amigos do que estava com os amigos que tinha antes, na sua maioria torcedores do Flamengo... Por que? Não faço a menor idéia, mas esses meus amigos atuais são mais leves, menos passionais, diferentemente dos donos do mundo, eles têm uma cota menor de propriedade dele. Emba que na sua configuração de felicidade os resultados do time tenham influência

Assim, fiquei triste com a saída temporária do Vasco, da chamada elite do futebol brasileiro.Pensei em cada uma dessas pessoas e assistindo ao jogo torci embora já saiba que quando além do nosso próprio esforço dependemos do resultado de outros, o ato de torcer é um paliativo para algo iminente que ainda não estamos preparados pra aceitar de prima...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

(CULTURA)

Quando escrevi o post aí debaixo, era julho. Eu não tinha visto a "Noviça Rebelde", nem queria ver. Estava caro, era longe e eu não gosto de musicais! Certas coisas estão escritas e podem mudar todo o curso de uma vida. Em outubro, ganhamos 30 ingressos para levar as crianças dos hospitais onde atuamos para ver. Lembramos também das crianças da Casa Ronald, mas como tudo estava muito em cima da hora, elas já tinham outros planos para o Dia da Criança, embora este fosse o mais interessante, poisa não é todo dia que crianças sem saúde e muitas vezes com pais sem grana (uma coisa normalmente leva a outra) podem ir a um teatro estalando de novo, ver uma super produção que atravessa os tempos totalmente indiferente a qualquer linguagem moderninha.
Assim, juntei as crianças possíveis e lá fomos ver a "Noviça" que se recusa a envelhecer mantendo-se rebelde, que eu tinha na minha memória como Julie Andrews na sessão da tarde, da tv da minha antiga casa com uma imagem pequena e desbotada. Então, acontece um espetáculo dentro de outro, na porta a expectativa de receber crianças que chegam com olhos acesos,ávidas pela novidade, dar prazer, levar alegria é realmente tão gratificante quanto ter quem nos faça feliz. No teatro, o milagre 2, achei a peça divertida, muito superior ao filme e as crianças estavam em êxtase. Muitos pais ainda mais maravilhados do que os filhos. Você sabia que tem pessoas com mais de 20,30 anos que nunca pisaram num teatro? Pensar nisso dói. Coisas que não se faz por gosto, coisas que não se faz por total impossibilidade, mas se não tiver a chama transmitida de um olhar pra outro, a alma permanece às escuras. De certa forma essas crianças que tiveram um programa, terão mais sede e poderão buscar oportunidades para chegar em lugares que até então não sabiam existir, mas antes elas precisam sobreviver à doença e as condições adversas que embaçam as possiblidades de cura... E depois combater a ignorância dos que querendo acertar, acabam por errar, por nunca terem tido não sabem o quanto podem fazer falta...
Cultura é assim: Perceber que o que está flutuando inquieto dentro de você está sendo realizado por alguem em algum lugar. Só é bom quando podemos participar, do contrario, invejamos e menosprezamos aquilo poderia nos salvar.